segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Biblia de Estudo Dake


O que uma editora de respeito deveria fazer ao publicar uma obra duvidosa?

Acompanhando certos debates que vem ocorrendo na blogesfera, ainda que de longe, acabei de adquirir a acalorada e indigesta (para muitos) BIBLÍA DE ESTUDO DAKE para pesquisa pessoal e analise.
Mesmo sem analisá-la por completo ainda, respeito à opinião de muitos irmãos que a possui e daqueles que acham que a obra deveria ser descontinuada, apesar dos cortes feitos frente à edição original em inglês, dizerem que a obra vai servir de grande ajuda para pastores, professores de escola bíblica, seminaristas e estudantes das escrituras.

Mas diante do exposto se esta obra é tão rica como dizem e vai servir de grande ajuda aos tão necessitados cristãos de língua portuguesa, a pergunta que não quer calar, porque não há publicaram antes? Ou será que o tão famigerado comércio evangélico tem forçado a publicação de obras de conteúdo herético e duvidoso para alavancar às vendas de determinados produtos frente a outros de sucesso extraordinário de vendas, mas que são verdadeiras latas sem conteúdo!

Diante do exposto, com tantas obras inéditas que ainda precisam ser publicadas em português, partindo de prioridades em se falando do editor principal responsável pela publicação supra citada, a meu ver faltou-lhe atenção para com o seu publico consumidor em disponibilizar uma obra teológica com conteúdo duvidoso sem uma nota de esclarecimento nas ante paginas da obra para esclarecer o conteúdo duvidoso, como fez outra editora bem mais nova que a editora pentecostal, porém preocupada com o que publica para que não venha a cair em descrédito do publico que a assiste, fez da seguinte forma como segue abaixo com um de seus títulos publicado e intitulado de “As Obras da Carne e o Fruto do Espírito” na página 11 do referido livro.

NOTA DOS EDITORES

A publicação desta bela obra de Willian Barclay não significa que endossamos a teologia do dele. O Prof.Barclay não era evangélico, uma vez que negava a inspiração plenária das Escrituras, a divindade de Jesus Cristo e a condenação eterna dos ímpios, entre outras doutrinas fundamentais.

Cremos que seria um grave erro concluir que a divulgação de suas valiosas pesquisas sobre termos gregos, visando uma compreensão maior do Novo Testamento, também inclui o nosso apoio às posições anti-cristãs que ele abarcava.

O reino do céu é ainda semelhante a uma rede que, lançada ao mar, recolhe peixes de toda espécie. E, quando já está cheia, os pescadores arrastam-na para a praia e, assentados, escolhem os bons para os cestos, e os ruins deitam fora.

Mateus 13:47, 48.

Portanto na referida obra, a BIBLÍA DE ESTUDO DAKE o que temos são notas de exaltação desta, por seus principais teólogos, mestres, apologistas e consultores teológicos sem citar nada sobre os seus erros e seus desvios teológicos, sendo esta uma das principais reclamações dos seus opositores, a falta de informação para aqueles que são leigos e voltados a qualquer vento de doutrina e costumes dos mais estranhos, que, aliás, tem surgido muito nos ultimos tempos.

No mais vou fazer o que as Escrituras Sagradas manda fazer “Examinai tudo. Retende o bem”. 1ªTESSALONICENSES 5:21



PS: Em tempo vejo os pentecostais clássicos estão mais próximos do neopentecostalismo com suas inovações nada ortodoxas, e cada vez mais distantes da ortodoxia evangélica.



Cordialmente em Cristo.

Franciney.

sábado, 23 de janeiro de 2010

A Definição de Costume e Doutrina a Partir dos Dicionários da Língua Portuguesa.

















Costume


Do latim vulgar (consuetumine) 1 Prática antiga e geral; uso. 2 Jurisprudência não escrita, baseada no uso. 3 Hábito. 4 Particularidade. 5 Moda. 6 Traje adequado ou característico: Costume de passeio. 7 Vestuário externo de homem. 8 Vestuário de mulher composto de casaco e saia. sm pl 1 Comportamento, procedimento. 2 Regras ou práticas que se observam nos diferentes países. 3 Dir Razão de parentesco, amizade ou ódio, da testemunha com a pessoa a respeito de quem vai depor. Como de costume: como é usual. Costume geral, Dir: costume ou uso admitido e respeitado pelo povo em todo o território da nação. De bons costumes: de boas maneiras; bem-educado. Ter por costume: fazer habitualmente. 4 Hábito, prática freqüente, modo de pensar e agir característico de pessoa, grupo social, povo, nação etc. na contemporaneidade ou numa determinada época.

Doutrina

Do latim (doctrina) 1 Ensino que se dá sobre qualquer matéria. 2 Conjunto de princípios em que se baseia um sistema religioso, político ou filosófico. 3 Instrução. 4 Opinião em assuntos científicos. 5 Opinião de autores. 6 A doutrina cristã, exposta em catecismos. 7 Princípio, crença, ou conjunto de princípios ou crenças que tem um valor de verdade absoluta para os que a (ou) sustentam e seguem, e que é no entender destes o (a) único (a) aceitável.

*Itálicos e grifos Nosso

Bibliografia

Edição Eletrônica do dicionário Michaelis da língua portuguesa acessado em 23 de janeiro de 2010 em http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&palavra=doutrina

HOUAISS, Antonio . Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa; 1º edição 2004; Editora Objetiva


segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

A Vox Dei, na Pregação da Palavra


Em seu comentario de Isaias, ele afirma que na pregação “A palavara sai da boca de Deus de tal maneira que elea sai, de igual modo, da boca de homens; pois Deus não fala abertamente do céu, mas emprega homens como seus instrumentos, a fim de que, pela agencia deles, possa fazer conhecida a sua vontade”.

 

Para Calvino, a leitura e a meditação privadas das escrituras não substituem o culto público, pois, “Entre os muitos nobres dons com os quais Deus adornou a raça humana, um dos mais notaveis é que ele condescende em consagrar bocas e linguas de homens para o seu serviço, fazendo com que asua própria voz seja ouvida neles”.


Por essa razão, argumenta Calvino, “Quem despreza a pregação despreza a Deus, porque ele não fala por novas revelações do céu, mas pela voz de seus ministros a quem confiou a pregação da Sua Palavra”.




Grifo nosso.


Extraído em partes da revista FÉ PARA HOJE nº35 – Nov/2009 pags 4-10, com o Título “João Calvino e a pregação das Escrituras de autoria o Pastor Franklin Ferreira”.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O Inferno é Desproporcionalmente Severo?

Eis a primeira: acaso os sofrimentos do inferno, tanto em sua duração como em sua severidade, não são desproporcionais as ofenças? Será justo que os seres humanos sejam punidos por seus pecados tão terrivelmente e para todo o sempre? Como podemos evitar acusar Deus de injustiça neste ponto? Será qua a pena não ultrapassa o peso do crime?.... ....Devemos lembrar que os que estão no inferno continuam a pecar, incorrendo em mais culpa por toda a eternidade. A sentença divina é: (quem é injusto, faça injustiça ainda; quem está sujo suje ainda) Apocalipse 22:11. Como John L. Dagg o expressa,“O pecador não se torna inocente por ser confirmado no pecado... A condição futura dos ímpios é terrível principalmente porque eles são abandonados por Deus e por Ele deixados ao pleno exercício e a plena influencia das suas paixões impuras, e ao conseqüente acúmulo da culpa para todo sempre”. Noutras palavras, os que estão no inferno tornam-se cada vez mais culpados e acumulam cada vez mais pecado, o que merece crescente punição. Depois de incontáveis eras eles terão que responder por mais do que quando foram condenados pela primeira vez. Mas a prova final da gravidade do pecado e da justiça das penas eternas é dada pela cruz de Cristo. Ouça de novo o que Dagg diz: “Se a ira e a condenação fossem coisas triviais, o fato de Deus enviar Seu filho único ao mundo e de lançar os nossos pecados sobre ele, e todos os expedientes adotados para libertar-nos destes males considerados insignificantes, seriam indignos da sabedoria divina”. Você percebe o argumento? Se o pecado é trivial, uma questão relativamente pequena, teria Deus enviado Seu Filho para lidar com ele? Se fosse fácil expiar o pecado, se uma penalidade leve fosse suficiente para compensá-lo, que desperdício seria derramar o precioso sangue do Unigênito! Dagg continua: “O poder da ira de Deus a inteligência finita não pode conceber; mas Deus o entende bem, a estimativa completa disto foi feita nos profundos conselhos que projetaram o esquema da salvação”. É inacreditavel que o sapentissimo Deus triúno planejasse e oferecesse um tão estupendo sacrifício de Si mesmo a fim de remover um mal meramente finito. A morte de Cristo no calvário é incompativel com um entendimento limitado da culpa do pecado. W. G. T. Shedd mostra um profundo discernimento quando comenta: “A doutrina da expiação vicária de Cristo logicamente fica de pé ou cai com a das penas eternas”. Falemos com clareza. Se perdermos a realidade do inferno, acabaremos perdendo a da cruz, pois, se não houver inferno, não haverá razão de ser para a cruz. Jesus não precisaria ter vindo e ter sido feito maldição pelo pecado. Ele não precisaria ter experimentado o horror do desamparo do Pai. A cruz e o inferno ficam de pé ou caem juntos. O inferno é algo extremo, mas o é porque o pecado é algo extremo e porque medidas extremas foram tomadas para a nossa salvação. Não podemos contemplar a maravilhosa cruz, meditar no que o Salvador sofreu e afirmar que o inferno é uma inadequada punição do pecado. Extraído do livro (Depois da Morte o Que? Ensino Bíblico Sobre O Céu O Inferno, Edward Donnelly - Editora PES, pgs 42,44 e 45). Itálicos e grifos nosso

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Morificando o Velho Homem

Colossences 3:5 Mortificai, pois, os vossos membros, que estäo sobre a terra: a prostituiçäo, a impureza, o afeiçäo desordenada, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria;

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Sobre a Vontade Livre

Abaixo segue uma analogia bem conhecida entre os inimigos da teologia reformada (calvinismo) acerca de o homem possuir o livre-arbítrio ou não, é analogia do grande navio em seu caminho para o céu. O navio (a igreja) é escolhida por Deus para ser sua própria embarcação. Cristo é o Capitão e Piloto deste navio. Todos que desejam fazer parte deste navio eleito e seu Capitão pode assim fazer através de uma fé viva em Cristo, pela qual eles entram a bordo do navio. Enquanto estão no navio, em companhia do Capitão do navio, eles estão entre os eleitos. Se escolherem abandonar o navio e o Capitão, eles deixam de fazer parte dos eleitos. A eleição é sempre somente em união com o Capitão e seu navio. A predestinação nos diz sobre o destino do navio e o que Deus preparou para os que permanecerem nele. Deus convida todos a embarcar no navio eleito através da fé em Jesus Cristo. Leia na integra o excelente artigo do Rev. Misael Nascimento em seu blog “Somente pela Graça” sobre o livre-arbítrio, com o titulo “SOBRE A VONTADE LIVRE” e veremos se o homem é capaz de escolher a salvação ou ele é totalmente depravado como afirma a escritura "Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só." (Romanos 3 : 12). Segue abaixo o endereço do artigo no blog.Aqui

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O Antropocentrismo do Atual Evangelho

Temos visto em nossos dias um evangelho frouxo, e muito longe de ser anunciado em sua essência, muito longe de Cristo ser anunciado como o único salvador e a única solução para o homem perdido em seus delitos e pecados, a palavra pecado e o seu significado se perdeu com o passar dos tempos na mentalidade de uma humanidade materialista e antropocêntrica. E não ficando atrás dessa roda viva, muitas igrejas e denominações tem se travestido de uma pregação e uma linguagem exotérica, que nunca antes foi anunciada pela igreja de Cristo. A igreja atual que muitas vezes tem pensado só nos prazeres que a vida tem para oferecer, esquecendo-se das palavras do apóstolo Paulo em ICor.15:19 “Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens”, verdadeiramente não há duvidas de que o mundo evangélico esta em estado de perplexidade, flutuante e minado de heresias.

Muito do dito evangelho que é anunciado hoje, tanto o televisivo como o radiofônico é um evangelho mesclado de crendices, ocultismo e de uma linguagem exotérica onde o homem tem se tornado o centro das atenções e não Cristo, são raros os programas que tem uma mensagem evangelística e doutrinariamente confiável, os anunciadores do novo evangelho muitas vezes são pessoas centralizadoras e manipuladores de opiniões, principalmente daqueles que o seguem, que muitas vezes os tem como deuses ou pessoas infalíveis e aceitam suas palavras como se fossem as próprias palavras do Deus da bíblia sagrada. E nesse linguajar têm levado os muitos incautos e leigos, aumentando o transito religioso, e gerando uma multidão de decepcionados com o evangelho.

O linguajar do evangelho antropocêntrico é igual em qualquer lugar, Deus vai fazer isso, Deus vai fazer aquilo, Deus tem uma benção para você aqui, Deus vai te abençoar, receba é Deus, você não vai morrer enquanto Deus não cumprir os sonhos que ele tem para você, com promessas de unção de cura, unção de conquistas, unção de ousadia, unção de multiplicação.

Este linguajar infelizmente, muitas vezes não faz parte só das igrejas, chamadas neopentecostais e contemporâneas, têm invadido também muitas igrejas históricas e tradicionais, onde lideres gananciosos por um inchaço em sua membresia acabam por ceder a pressões dos liberais e modernistas, que querem uma igreja para satisfazer os seus desejos e as suas vontades. Estes liberais e modernistas só se preocupam com a estrutura física do homem e do seu bem estar e acomodação e nunca com a verdadeira conversão do individuo e na mudança de caráter. São cegos guiando cegos cavando suas próprias valas.

“Deixai-os; são condutores cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova”. (Mt15:14).

Fraternalmente em Cristo,

Franciney.