terça-feira, 24 de abril de 2012

A Escatologia e as Duas Testemunhas


Introdução

O que é Escatologia? Apesar de o termo só ser usado a partir de 1844. O termo deriva de duas palavras gregas eschatos = último; lógos = tratado, estudo e significa a ciência das ultimas coisas ou doutrina das ultimas coisas.     


Ao estudar escatologia nos deparamos com muitas interpretações dos livros que são chamados de escatológicos, sendo eles livro de Daniel, Apocalipse, Zacarias e Mateus cap.24 e I e II Tessalonicenses dentre outras passagens que são interpretadas de forma isoladas em outros livros que não foram citados acima, porem vamos estudar somente as três posições principais defendidas pela cristandade ao longo dos anos, em especial as tradições protestantes.

O problema todo gira em torno do capitulo 20 de Apocalipse, como será à volta de Cristo, o milênio, o juízo final e a nova Jerusalém.

O livro de Apocalipse é um livro cheio de figuras de linguagem a pode causar e tem causado muita discórdia e discussão entre os cristãos e para muitos se constitui em um paradoxo, mas se alguém não crê em nenhum milênio literal sobre a Terra, mas no milênio celestial, tal pessoa ainda crê num milênio.

 Amilenismo

A primeira posição que iremos estudar é a posição mais aceita e defendida pela uma infinidade de teólogos tradicionais e de renome, para estes esta é a posição mais coerente com as escrituras dentro da escatologia, entre os que a defendem temos D.M. Lloyd-Jones, Wayne Grunden, Loraine Boetner, A.W. Pink (este antes era dispensacionalistas), Hank Hanegraaff e o pastor batista brasileiro Harald Schaly e foi um grande defensor do amilenismo histórico entre os cristãos tupiniquins. Amilenismo significa literalmente não há milênio, pois crê que não haverá milênio, pelo menos da forma literal como crêem os pré – milênistas dispensacionalistas, pois não encontram base bíblica para um milênio literal para os que ficarem na terra na grande tribulação.

O Amilenismo crê que a igreja passara por grande tribulação antes do seu arrebatamento. Os amilenistas excluem qualquer idéia de um rapto secreto da igreja inaugurando um reino milenar com Cristo e sua igreja, pois a possibilidade de vir a ter um milênio literal na terra com muita paz e longevidade após a segunda  vinda do Senhor Jesus é excluída pelo ensino do Novo Testamento, sendo o milênio totalmente simbólico e não literal como pensam os pré–milênistas dispensacionalistas. Crêem que haverá o arrebatamento seguindo-se a ressurreição de crentes e descrentes, julgamento final e o estado eterno. Segue abaixo a  representação gráfica da posição amilenista, é a mais simples de se entender como ilustrada pela figura.


 Pós- Milênismo

Para muitos o Pós-milênismo tem sido muito difícil de distinguir do Amilenismo e ambos têm pontos em comum, maior diferença está em o pós-milênismo ser muito otimista em relação ao avanço do evangelho e o crescimento da igreja, pois esta com o uso da pregação evangelho influenciarão pessoas significativas em toda a sociedade que agirão conforme os padrões divinos e gradativamente virá uma era milenar de paz e justiça para todos e esse milênio durará por longo período na terra, não necessariamente os mil anos literais, e por fim Cristo virá e os crentes e descrentes ressuscitarão, seguindo-se o juízo final com um novo céu e uma nova terra e entraremos no estado eterno. Crêem os pós-milenistas que o reinado de Cristo na terra será ausente e não presente, as profecias apocalípticas para os pós- milênistas são mais simbólicas que literais, assim também crêem os amilenistas. Pós- milenismo significa “depois” a tradução literal significa depois do milênio.
Conforme o exposto a posição pós-milenista não é muito difícil de distinguir da amilenista visto que esta tem um conceito muito otimista concernente à volta de Cristo já é bastante significativa e bem diferente da amilenista e não é difícil de distinguir uma posição da outra.  Dentre os pós- milênistas mais destacados encontramos Vincent Cheung, Kenneth L. Gentry, Jr, R. C. Sproul e Iain Murray. Segue abaixo a  representação gráfica da posição pós-milenista.



 Pré- Milênismo Dispensacionalista

O pré- milênismo tem suas origens na igreja primitiva, pois esta era a interpretação da igreja do 1º século, eles acreditavam que os mil anos de Apocalipse seriam introduzidos no futuro, originando o Quiliasmo, vem do grego “chilioi” com significado de “mil”, essa era doutrina imaginativa sobre o milênio, muito popular durante o período de perseguição da igreja primitiva, pois se esperava uma reviravolta da igreja ante os acontecimentos, tais como algo de sobrenatural nos eventos, como o expandir do evangelho por toda terra, os cataclísmas e as hecatombes, os cristãos do primeiro século esperavam a volta de Cristo o mais breve possível. O termo quiliasmo foi substituído pela designação “pré- milenismo”, veja a figura representativa abaixo.


O termo “pré” de pré- milenista significa “antes”, isto significa que Cristo irá voltar para arrebatar a igreja e implantará o milênio. O pré- milenismo dispensacionalista é uma designação nova dentro da teologia histórica, surgiu nos últimos 200 anos da história da igreja através de uma revelação de uma senhora freqüentadora da igreja do Pastor escocês Edward Irving e sistematizada por J. N. Derby considerado o pai do dispensacionalismo moderno. Ministro anglicano que em 1882, desiludido com a frouxidão espiritual da Igreja, juntou-se a outro grupo religioso chamado Movimento dos Irmãos. Darby tinha uma mente brilhante, autor de mais de 50 livros e em 1848, tornou-se o líder do movimento denominado Os Irmãos, com tanto brilhantismo Darby desenvolveu uma elaborada filosofia da História na qual ele a dividiu em 7 eras ou dispensações que Deus usara para a redenção do homem.


Porque dispensacionalista?


O termo dispensacionalista vem de dispensação, e faz referência à mordomia ou à administração de tarefas como dissemos acima, Deus administrou ou administrará em 7 dispensações para a recuperação do homem e cada uma delas de formas diferentes como segue abaixo.
Crêem os dispensacionalistas que Deus administra o plano de salvação e recuperação do homem em 7 dispensações. Já a palavra pré- milenismo 
1º A da Inocência ou Santidade Gn 1:28 – 3:6
2º A da Consciência Gn 3:16 – 8:14
3º A do Governo Humano Gn 8:15 – 11:9
4º A da Promessa ou Patriarcal Gn 11:10 – Ex 19:8
5º A da Lei Ex 19:9
6º A da Graça ou Igreja At 2:1 – Ap 3:22
7º A do Milênio ou Reino (Israel Restaurado – Ap 20:4)
Os pensadores pré- milenistas dispensacionalistas na sua grande maioria, sempre defendem a interpretação literal das escrituras se autodenominam fundamentalistas e defendem a bíblia em português na versão João Ferreira de Almeida Corrigida Fiel a (ACF). Segue abaixo a  representação gráfica da posição pré-tribulacional-dispensacionalista.



Quem são as duas testemunhas de Apocalipse 11?

As duas testemunhas são citadas no capitulo 11: 1-14 e sobre esta passagem argumentam os estudiosos que não é de difícil interpretação, outros já dizem que não, pois os versículos de 3 a 6 nos dão as características de como elas serão, então devemos dar nomes sim diante destas questões e nomes daí surge a pergunta, quem são as duas testemunhas afinal?
Existem três casos misteriosos a serem estudados como possíveis testemunhas.

1-Moisés
2-Elias
3-Enoque

A) Os pré- tribulacionistas dispensacionalistas em sua maior parte defendem que é Enoque e Elias e usam como base em Hebreus 9:27 “E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo,...”. Para o pré- milênismo dispensacionalistas  porque se fosse Moisés e Elias,  o principio divino seria violado, porque Moisés ao contrario de Elias já morreu uma vez. E conforme Ap 11:7 “as duas testemunhas vão ser mortas” E, quando acabarem o seu testemunho, a besta que sobe do abismo lhes fará guerra, e os vencerá, e os matará ““.
Então seriam Enoque e Elias porque os dois são os dois únicos homens no plano de salvação que não morreram eles foram arrebatados, Hb 11:5 “Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte, e não foi achado, porque Deus o trasladara; visto como antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus”. E Elias foi levado por redemoinho II Rs 2:11 “E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho”.

B) Agora os amilenistas e pós- tribulacionistas já defendem Moisés e Elias por interpretarem o livro de apocalipse não literal, mas simbólico porque entendem que apocalipse deve ser entendido à luz dos demais livros da Bíblia. O Livro traz uma mensagem de estimulo aos cristãos que estão sob grande pressão garantindo que os inimigos seriam destruídos e que no final Deus triunfaria então são duas figuras alegóricas que correspondem à totalidade do Antigo Testamento formado pela Lei e os Profetas.
Moisés representa a lei e Elias representa os profetas, Jesus se referiu à lei e aos profetas como suas testemunhas “Examinais as Escrituras,(Lei e os Profetas) porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim”.  Jo 5:39 e o apóstolo Paulo fala melhor ainda em Rm 3:21-22,29 “Mas agora se manifestou, sem a lei, a justiça de Deus, tendo o TESTEMUNHO DA LEI E DOS PROFETAS. Isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos ( e sobre todos ) os que crêem. Não há distinção (...) É Deus somente dos judeus? Não o é também dos gentios? Também dos gentios, certamente”.

 Eles usam o episódio do monte da transfiguração falando com ele dois homens, na qual Pedro ao falar em II Pd 1:16- 19a "Não vos fizemos saber o PODER e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas, mas nós mesmos vimos a sua majestade. Pois ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho Amado, em quem me comprazo. Nós mesmos ouvimos esta voz vinda do céu, estando nós com ele no monte santo. E temos ainda mais firme a PALAVRA DOS PROFETAS...”, Pedro tinha em mente a lembrança do momento vivido no monte, porque o judaísmo apostata tinham desprezado a Lei e os Profetas dando ouvidos ao talmude e as tradições rabínicas.
E logo após a ressurreição de Jesus iam dois discípulos a caminho de Emaús e Lc 24:13-16,44 e conversando sobre tudo que havia sucedido e Jesus se aproximou e ia com eles e eles não conheciam à Jesus “E eis que no mesmo dia iam dois deles para uma aldeia, que distava de Jerusalém sessenta estádios, cujo nome era Emaús.
 E iam falando entre si de tudo aquilo que havia sucedido.
 E aconteceu que, indo eles falando entre si, e fazendo perguntas um ao outro, o mesmo Jesus se aproximou, e ia com eles. Mas os olhos deles estavam como que fechados, para que o não conhecesse, então Jesus lhes disse: São estas as palavras que vos falei estando ainda convosco, que era necessário que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos. “Então abriu lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras” Lc 24:44-45.

Conclusão

Para entendermos as escrituras temos que interpretar a própria sempre a luz da própria escritura, e o maior problema dentro do evangelicalismo é que somos biblicamente analfabetos, pois se não tivermos familiarizado com o texto in loco nos apaixonaremos por todo engano que aparecer, e sempre aparecem os enganos, pois devido ao nosso analfabetismo bíblico, tem se procurado a devida interpretação das escrituras sem o devido cuidado. Alem de ter muita espiritualização de textos bíblicos, ou seja espiritualizamos algo que não é espiritual e não espiritualizamos e que tem que ser espiritual.
Método LEGADO (LEGACY) de Hank Hanegraaff para entender os livros da bíblia

Location (Localização)
Essence (Essência)
Genre (Gênero)
Author (Autor)
Context (Contexto)
Years (Ano)

Bibliografia

GRUDEM, Wayne A. Teologia Sistemática
Hanegraaff, Hank. O Código da Biblía. Edição Eletrônica disponível em http://www.monergismo.com/textos/preterismo/descubra-biblia-final_Hanegraaff.pdf.
HOEKEMA, Anthony. A bíblia e o futuro. 1ª edição São Paulo. CEP, 1989.
GRIER, W.J. O maior de todos os acontecimentos. 2ª edição Campinas. LPC, 1987.
SCHALY, Harald. Breve história da escatologia cristã. 2ª edição Rio de Janeiro. Juerp, 1992.
_____________. O pré- milenismo dispensacionalista à luz do amilenismo. 2ª edição Rio de Janeiro. Juerp, 1987.
PINK, A.W. Dispensacionalismo uma analise. 1ª edição São Paulo. Editora PES, 2007.
SILVA, Severino Pedro da. Apocalipse versículo por versículo. Edição eletrônica disponível. Em www.semeadoresdapalavra net.

Franciney R. da Silva
EBD Igreja Evangélica Assembléia de Deus do Jardim Elba S.P




terça-feira, 24 de maio de 2011

Pastor Defende Casamento Gay


Depois de tantas polêmicas que envolvem o pastor Ricardo Gondim, finalmente mais uma, só que esta lhe custou a descontinuidade de colunista de uma das mais tradicionais revistas protestante do Brasil, a Revista Ultimato com sede em Viçosa no estado de Minas Gerais.
Há tempos o pastor vem se envolvendo em questões nada ortodoxas dentro do cristianismo protestante, recentemente em entrevista concedida a Gerson Freitas Jr da revista Carta Capital, intitulada de “O Pastor Herege”, Gondim diz que “Sou a favor. O Brasil é um país laico. Minhas convicções de fé não podem influenciar, tampouco atropelar o direito de outros”. E  solta outras perolas como “Deus nos Livre de um Brasil Evangélico” já citado por ele anteriormente em outro artigo seu, segue a entrevista. Aqui.
E depois de estas e outras já citadas pelo dito “Pastor Herege” a direção da Revista Ultimato resolveu dar um ultimato a sua coluna que mantinha na revista, pedindo que ele a descontinuasse coluna esta que ele vinha ecrevendo a quase vinte anos ininterruptos, leia a sua declaração. Clique Aqui.
Judas v 3.
“Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos”.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Pela União Civil : Igreja Americana se Recusa a Assinar Casamentos Héteros até Legalização do Casamento Gay.

Douglas Boulevard Christian Church, em Louisville, Kentucky

Igreja evangélica nos Estados Unidos, recusa-se a assinar licenças de casamentos na cidade de Louisville enquanto não houver leis mais flexíveis à causa gay no país.

Veja na integra a reportagem Aqui.

Conforme diz as Sagradas Escrituras abaixo, Versão ACF da Trinitariana.

11 Igualmente hão de surgir muitos falsos profetas, e enganarão a muitos;



12 e, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará.



(Mateus 24:12)

domingo, 3 de abril de 2011

Antioquia, Uma Igreja Missionária

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Foto: Ruínas de Antioquia da Síria

Os cristãos judaicos helênicos foram dispersos de Jerusalém devido às constantes perseguições por eles sofridas após a morte de Estevam, e chegaram até a grande metrópole de Antioquia da Síria, até então estes cristãos só anunciara o evangelho a judeus, somente na grande cidade de Antioquia é que eles passaram a anunciar o evangelho a não Judeus e a ganhar muitos convertidos.

Em Antioquia foi organizada a primeira igreja missionária, a então chamada igreja de Antioquia, igreja organizada pelos judeus da Síria vindos da dispersão após a morte de Estevam, no meio deles e provavelmente vários dentre destes estava os dos fundadores desta igreja era um dos sete escolhidos para servir as mesas, Nicolau de Antioquia (Atos 6:5), mas não há relato dos nomes dos fundadores da igreja de Antioquia nas escrituras sagradas.

Devido o seu crescimento repentino levou a igreja de Jerusalém a enviar um de seus representantes para ver o que estava acontecendo, então o nome indicado foi o de Barnabé, só que Barnabé não tinha dúvidas do que estava acontecendo, então ele busca a ajuda de alguém já com certo conhecimento o seu amigo Saulo (Atos 11:25).

1.1 – Em Antioquia havia uma delegação sobrenatural (Uma boa igreja envia para o campo os seus melhores).

Em Antioquia estava os mais conhecidos e destacados mestres e profetas de sua época (Atos 13:1-3). A população cosmopolita de Antioquia se refletia nos membros de sua igreja e até mesmo em sua liderança, que consistia em cinco profetas e mestres que moravam na cidade¹. A igreja constituída a partir de Antioquia enviou os seus melhores a anunciar as boas novas a outras partes do oriente para evangelizar. Foi a partir de Antioquia que Paulo e Barnabé partiram para outras partes pregando as boas novas (Atos 13:4-5). O evangelho que eclodiu a partir da igreja de Antioquia, rompeu barreiras e chegaria até aos confins da terra (Atos 13:47).

1.2 – Características de uma igreja missionária

a) Evangelismo e Proclamação – A igreja em Jerusalém resolveu enviar a Barnabé para averiguar os fatos que estavam acontecendo em Antioquia (Atos 11: 19-24)

b) Edificação através do Ensino - (Atos 11.25-26) com proclamação em Antioquia atraiu Barnabé e ele desejou permanecer na cidade, procurou Paulo, pois era um homem de formação e teria condições de ensinar aos judeus e aos gregos convertidos. O v. 26 afirma que Paulo e Barnabé dedicaram muito tempo a instruir a igreja.

"Antes, santificai ao SENHOR Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós," (I Pedro 3: 15)

_____________________

¹ Stott, John R. W. O que levou a igreja em Antioquia a fazer Missões. Disponível em: http://www.monergismo.com/textos/missoes/missoes_stott.htm. Acesso em 07/03/2011. Grifo nosso.

c) Serviço e Solidariedade - Em (Atos11. 27-30) mostra a sensibilidade da Igreja para com os problemas dos cristãos de outros lugares. Sabendo que a Judéia passava por um período de fome, decidiram enviar donativos para os irmãos de Jerusalém.

d) Envio Missionário – (Atos 13.1-3) conta que a Igreja de Antioquia era presidida por profetas e doutores: os profetas tinham a função de exortar e fortalecer os membros da igreja e os doutores tinham a responsabilidade de ensinar. Tudo indica que os cinco líderes da Igreja fossem pessoas cultas e bem formadas e que colocaram a disposição de Deus seus dons e talentos. Dois destes líderes serão enviados em missão, prioritariamente para evangelizar judeus dispersos por várias cidades. Após o Concílio de Jerusalém (cap. 15), os grupos de missionários enviados pela Igreja de Antioquia vão também em busca dos gentios.

Conclusão

Por pessoas desconhecidas foi fundada a igreja em Antioquia da Síria, nomes que nem se quer são mencionados, Por pessoas desconhecidas foram pela primeira vez os discípulos chamados “Cristão” (Atos 11:26), e por pessoas desconhecidas a igreja de Antioquia teve um grande papel em instruir e enviar afora aqueles que fizeram o evangelho de Cristo sair de Jerusalém para alcançar muitos ao redor do globo.

A Ele toda a gloria.

Bibliografia

Lazier, Josué Adam, da Quarta Região Eclesiástica – Disponível em: remne.metodista.org.br/download/33/IgrejadeAntioquia.pdf. Acesso em 07/03/2011

McDaniel, Geo. W – As igrejas do Novo Testamento – 5ª edição, Rio de Janeiro, Editora Juerp, 1989.

Marshall, I. Howward – Atos Introdução e Comentário – 1ª edição, São Paulo, Edições Vida Nova, 1982.

Revista Jovens e Adultos Dominical Professor 1º Trimestre de 2011 – Rio de Janeiro, Editora Betel, 2011.

 

 

Aula Ministrada na Escola Bíblica Dominical da Assembléia de Deus de Jardim Elba-SP, no dia 13 de Março de 2011.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A Descida do Espírito Santo no dia Pentecostes em Atos (Cap. 2: 1-4).


Escrito por Lucas companheiro de Paulo entre as segunda e terceiras viagem.
O tema geral do livro é “O Senhor irá difundir a sua obra em Jerusalém, em toda Judéia e Samaria e até os confins da terra”
Embora muitos estudiosos têm destacado que na narrativa do livro de Atos, há em Lucas a intenção de defender o cristianismo ou demonstrar que este não representa uma ameaça ao Império Romano.
Pentecoste significa qüinquagésimo, a festa era celebrada cinqüenta dias após a Páscoa (que era a libertação do Egito), mas era conhecida também por Festas das Primícias ou Festa das Colheitas.
As primícias eram da colheita do trigo, cevada, uvas, figos, romãs, azeitonas e tamaras, produtos oriundos da terra de Israel.
Estas festas eram celebradas em gratidão a Deus por sua proteção e abundância de alimentos extraídos do solo de Israel e separadas as primícias como oferendas a Deus.

1° A Descida do Espirito Santo no Pentecostes (At 2:2)

“E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados”.

Quando Lucas usa a expressão “COMO DE UM VENTO”, ele esta usando uma simbologia de um acontecimento sobrenatural para dar ênfase da presença e o poder divino entre os galileus ali reunidos, era um poder em forma de dádiva, revestimento de poder entregue aos reunidos para anunciar as boas novas.

1.1 O Espirito Santo troxe uma expêriencia sobrenatural.

Provavelmente a grande maioria era de judeus, homens piedosos que visitavam Jerusalém para a Festa de Pentecostes. E a multidão ficava maravilhada e atonita com o fato de galieus serem de origem rural e terem seus sotaques peculiares estivessem falando em outras linguas estrangeiras, e falando para povos em seu proprio indioma das grandezas de Deus e do messias prometido.

2° A Multiforme ação do Espírito Santo.

O Espirito Santo veio sobre os 120 perseverantes, de forma tão poderosa que os defora ficavam atonitos e dizendo que eles estavam embriagados (At 1:13). Porém a 1°hora para o judeu começava a 6 da manhã , isto faz enterder que este acontecimento estava se realizando sobre as vidas dos 120 ali reunidos estivesse acontecendo entre as 9 ou 10 horas da manhã, como era costume os judeus jejuarem nos dias de festa até pelo menos a 4° hora, então a embiaguez era pouco provavel. Era o poder o Espirito Santo mesmo testificando a Jesus Cristo ressureto!

2.1 Um rio para todos

Quando Jesus junto a fonte de Jacó com a samaritana, Lhe oferece uma água que jámais ela tornaria a ter sede, ele está falando do gozo que ele proporciona ao convertido, este gozo inesgotavel de testemunhar da maravilha de ser salvo, é o gozo que os apóstolos em (Jo 7:37-39) entenderam que “do seu interior fluirão rios de água viva” que corre de dentro de quem recebe o batismo no Espirito Santo essa vontade é inesgotavel de testemunhar e anunciar a maravilhosa salvação em Cristo.

3° Jesus e o Espirito Santo, uma poderosa parceria.

Jesus afirma em em (Lc 4:18-19) que o Espirito Santo está sobre Ele, nos dando a entender uma parceria poderosa, poder este com segue os vercículos abaixo.
“O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados do coração, a pregar liberdade aos cativos, E restauração da vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do SENHOR”.

Jesus está citando (Is 61:1), afirmando que o Espirito do Senhor estava sobre ele, que ele era o messias prometido e era ungido para pregar as boas novas aos pobres e aos nescessitados, restarar os contritos de coração dar liberdade aos cativos e a abertura da prisão aos que estavão presos em trevas aguardando a salvação através do messias, ELE ERA A ESPERANÇA, ELE ERA A LUZ QUE ESTAVA FALTANDO, o momento tinha chegado como o Senhor tinha prometido e falado aos profetas.

3.1 O Poder que Procede do Espirito é Vivo e Transformador

Portanto não existe avivamento sem atuação do Espírito Santo, quando o avivamento vem sobre a igreja de Deus ele vem sobre a operação direta do Espirito Santo, nós não conseguimos realizar um avivamento por conta prória, ele sempre veio e sempre virá pela atuação do Espirito Santo, se um avivamento vier por atuação própria ele é fogo estranho, vemos em “(At 2:4) Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem”.

4° Ele é o Consolador (PARÁKLETOS)

A um paralelismo entre Jesus e o “outro parákletos”, sugerindo que Este representa o “retorno” de Jesus para os Seus discípulos, a fim de permanecer com eles, conforme havia prometido. O parákletos é o verdadeiro elo entre a Igreja e Jesus desde o Pentecostes até a “consumação do século”.
O parákletos testemunhará de Jesus (Jo 15:26). Ele tornará evidente o erro do mundo acerca do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16:8-11), isto nos da idéia de ajudador deles em relação ao mundo.
Quando o apostolo Paulo fala nos versículos abaixo, ele justamente está falando dessa ajuda que está à disposição do salvo em Cristo, uma ajuda descrita de forma que precisamos da ajuda incontestável do Espírito Santo, pois o salvo não esta só aparte dele sem a Sua ajuda, ele mesmo confortou seus discípulos em (Jo 14:16) acerca deste consolador e que eles não a sós por muito tempo.
Romanos 8:26-27 “Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis.E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos”.

Conclusão

Estes foram os sinais externos e visíveis que Lucas usa a expressão ficaram cheios para descrever a experiência do derramamento do Espírito Santo e Atos capitulo 2, um revestimento inicial para capacitá-las para o serviço de Deus, o Espírito Santo os capacitou a falarem noutras línguas, línguas estas, humanas conforme O concedia que falassem, não línguas inteligíveis como alguns sugerem, os versículos 6, 8 e 11 diz na sua própria língua materna das nações ali representadas.

Sola Fide, Sola Scriptura, Solus Christus, Sola Gratia, Soli Deo Gloria.

Bibliografia

Série Cultura Bíblica – Atos Introdução e comentário – Edições Vida Nova; São Paulo, 1° edição 1982
Revista de Escola Dominical – Editora Betel; Rio de Janeiro, 1° Trimestre de 2011
Bíblia de Estudo de Genebra – Editora Cultura Cristã; São Paulo, 1999
Bíblia Revista e Atualizada – Versão On Line; http://www.biblianet.com.br/, acesso em 25/01/11
Bíblia Almeida Revista Corrigida Fiel – SBTB; São Paulo, 1995

sábado, 11 de dezembro de 2010

Pode o Homem ser Justo diante de Deus? Bildade diz que não!




Bildade sustenta que o homem não pode, sem presunção, justificar-se diante de Deus.



1 ENTÃO respondeu Bildade, o suíta, e disse:


2 Com ele estão domínio e temor; ele faz paz nas suas alturas.


3 Porventura têm número as suas tropas? E sobre quem não se levanta a sua luz?


4 Como, pois, seria justo o homem para com Deus, e como seria puro aquele que nasce de mulher?


5 Eis que até a lua não resplandece, e as estrelas não são puras aos seus olhos.


6 E quanto menos o homem, que é um verme, e o filho do homem, que é um vermezinho!


Capitulo 25 do Livro de Jó, versão da Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil, edição Corrigida e Revisada Fiel ao Texto Original.